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terça-feira, 16 de novembro de 2010

OBIRICI........

A LENDA DE OBIRICI


Conta-se que a bela Obirici, filha do cacique dos tapi-mirins e sua amiga Iurá, se apaixonaram pelo mesmo cacique, Arakén, filho do chefe dos tapi-guaçus.
Arakén se achava dividido entre o amor de duas mulheres e sonhava o impossível: encontrar um modo de aceitar um dos corações sem ferir o outro.
'Muito tempo levei a meditar sobre a afeição que me dedicam', disse Arakén às duas.
Arakén gostava muito delas e não conseguia se decidir com quem se casaria. Como escolher? Pela beleza? Ambas eram bonitas. Pelo amor? Ambas amavam-no.
Uma noite, depois de muito pensar como resolver seu dilema, teve uma idéia: faria uma competição. A que melhor usasse o arco e atingisse o alvo escolhido, iria tornar-se sua esposa. As duas aceitaram o duelo e todos foram para o pé da grande montanha.
Atirou primeiro a mais afoita. Sua flecha foi certeira. A outra moça, muito nervosa, não teve a mesma pontaria de sua rival e errou o alvo. A vencedora gritou de alegria. A derrotada apenas suspirou um gemido fundo.
Era Obirici, a mais apaixonada e a mais nervosa. Vencida , viu-se obrigada a deixar a vitoriosa levar para longe o belo rapaz. Ficou só, olhando o par que partia abraçado.
Amargurada e triste, não teve coragem de abandonar o lugar onde fora derrotada. Abatida, começou a chorar. Ela ergueu as mãos para os céus e suplicou a Tupã que lhe mandasse num raio do primeiro sol ou na carícia da próxima lua, a única salvação possível - a morte.
Quando Tupã chegou para atender o pedido da índia e carregar seu corpo, não havia ali vestígio algum de gente. Apenas as águas de suas lágrimas que, continuaram a rolar, muito puras e transparentes, marcando na terra dos pampas a angústia infinita de sua dor.

Os gaúchos cultuam de tal maneira a tragédia da índia Obirici que, em homenagem a ela, construíram um monumento de bronze em Porto Alegre, obra do artista plástico Nelson Boeira Fraedrich.

Com o passar de décadas, o monumento foi depredado, abandonado e seu chafariz se transformou em moradia de mendigos. Obirici ainda chora, mas pelo abandono.
O VIADUTO
Em 1975, o prefeito Thompson Flores, antes de entregar o cargo ao sucessor, fecharia sua administração com a entrega do Viaduto Obirici, sobre a Avenida Plínio Brasil Milano.

O viaduto foi construído em 1974 e entregue ao tráfego no início de 1975. A estrutura principal é constituída por dois vãos com comprimento de 18 e 22 metros, nas extremidades, junto aos encontros anterior e posterior, respectivamente, e quatro vãos intermediários de 37 metros.

O Viaduto faz a ligação do centro com a zona norte e outros municípios da Grande Porto Alegre, integrando um dos corredores de tráfego mais importantes da cidade.
As obras de recuperação e conservação do Viaduto tiveram seu início em janeiro de 1995.